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Sombra

Sombra é o acrônimo de Sistema de Oportunidades e Mercados Baseado em Relações de Aplicação.

O Sombra é um projeto do lapis voltado à identificação de mercados sombra de aplicação tecnológica a partir de documentos de patente.

Motivação​

Uma invenção costuma ser descrita e protegida a partir do problema que motivou seu desenvolvimento e dos mercados reconhecidos pelo inventor ou titular naquele momento. Entretanto, suas funções e seus efeitos técnicos podem responder a necessidades existentes em outros setores que não aparecem de forma explícita no documento de patente nem na estratégia de comercialização adotada.

Essa distância entre a capacidade funcional da tecnologia e o campo de visão do titular cria uma dificuldade para a transferência de tecnologia: aplicações potencialmente valiosas permanecem dispersas em vocabulários, classificações e contextos setoriais distintos.

O projeto Sombra busca tornar essas relações investigáveis. Seu objetivo não é afirmar automaticamente que qualquer aplicação semanticamente semelhante constitui um mercado, mas produzir candidatos explicáveis e reunir evidências que permitam distinguir uma hipótese de aplicação de um mercado sombra validado.

Abordagem​

A visão de produto organiza a análise em seis etapas:

  1. Leitura do documento: identificação do problema técnico, dos componentes, das reivindicações e das aplicações declaradas.
  2. Extração funcional: representação das funções e dos efeitos técnicos centrais da invenção.
  3. Linha de base: determinação dos setores e mercados diretamente indicados ou inferíveis do documento e de suas classificações.
  4. Busca intersetorial: recuperação de setores que apresentam necessidades funcionalmente compatíveis com a tecnologia.
  5. Qualificação das oportunidades: análise de compatibilidade causal, distância setorial e evidências de demanda, adotante ou comprador.
  6. Resultado explicável: apresentação dos mercados reconhecidos, dos setores sombra candidatos e das evidências que sustentam cada associação.

O resultado é apresentado em níveis de evidência — aplicação potencial, setor sombra candidato e mercado sombra validado — conforme a definição adotada pelo projeto.

Primeiro motor em produção

O primeiro release implementa o percurso completo até possíveis compradores, mas usa uma heurística lexical auditável: extrai a camada textual da carta-patente, compara tokens técnicos com descrições das subclasses CNAE ativas e busca os estabelecimentos publicados nessas atividades. CNAEs informados explicitamente têm precedência. Scores, desempate e amostragem são determinísticos.

As seis etapas acima são o contrato evolutivo do produto. Compatibilidade causal, distância setorial e validação externa de demanda ainda não são inferidas por esse primeiro algoritmo; portanto, seus resultados são candidatos, não mercados validados.

Escala desde o primeiro release

A primeira carga usa uma amostra pequena e determinística de CNPJs. Ingestão, tratamento em lotes, persistência, indexação em streaming, cruzamento, estado operacional e segurança já percorrem a topologia de produção. A fonte inicial é um snapshot normalizado e limitado; conectar os arquivos integrais de Empresas e Estabelecimentos da RFB exige outro adaptador de entrada e novos guardrails, mas não outro caminho de publicação ou consulta.

Produtos​

  • Sombra, em app.sombra.lapis.ind.br, é a experiência de pesquisa e análise que leva uma hipótese tecnológica até possíveis compradores.
  • Safari, em safari.sombra.lapis.ind.br, regula cobertura, catálogos, execuções, erros e índices. Seus comandos exigem identidade administrativa.

A passagem da patente aos mercados não óbvios está descrita em Metodologia, o recorte de Setor, Mercado, Atividade e Receptor em Modelo econômico e o desenho técnico em Arquitetura de produção.